Red: Cleimer Carneiro

A orla do bairro da União está se transformando em um verdadeiro canteiro de construção a base de garrafas pet. São mais de 10 módulos que depois de receberem aprovação da capitania dos portos serão colocados no rio e utilizados como comércios flutuantes.

Cada modulo recebe 30 mil garrafas, economia para quem faz e renda para quem recolhe as garrafas. O comerciante Nildo Silva, 38, dono de um comercial flutuante, diz pagar dez centavos por garrafa e todos os dias recebe em torno de três mil garrafas recolhidas nas ruas da cidade.

Nildo diz estar cumprindo a determinação da capitania dos portos e ampliando o patrimônio para dar melhor segurança aos seus clientes.

– Hoje a maioria dos flutuantes é confeccionada a base de garrafas pets. É fácil, barato e ainda ajuda na limpeza das ruas e dos rios – comenta Nildo Silva.

Comerciante diz pagar dez centavos por garrafa e todos os dias recebe em torno de três mil garrafas | Foto: Altair Costa

Caso não houvesse esse modelo de transporte, o meio ambiente estaria correndo sério risco de contaminação, visto que uma garrafa pet leva ao menos cem anos para se decompor, segundo pesquisadores da UNIFESP.

– É uma forma maneira de a gente contribuir com o meio ambiente – comentou o comerciante.