Alvorada Parintins

AM teve aumento de 470% em casos de síndromes respiratórias notificados, aponta FVS-AM

Aumento aconteceu devido ao surgimento do novo coronavírus e altos índices de casos registrados no estado, segundo infectologista.

O número de casos notificados de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) teve um aumento de 470% em 2020, em relação ao ano anterior, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS). O aumento acontece porque o novo coronavírus passou a integrar a lista destes diagnósticos, explica um especialista.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela FVS-AM, até a última Semana Epidemiológica registrada, entre os dias 7 de 13 de junho, 9.159 casos de SRAG foram notificados. O índice, segundo os dados da FVS-AM, representa um aumento de 470% quando comparado aos registrados no mesmo período de 2019, quando foram notificados 1.607 casos.

Conforme o último boletim epidemiológico divulgado pelo órgão, do total de casos notificados, 5.342 tiveram confirmação para vírus respiratórios, sendo 5.283 para SARS CoV-2. Isso porque são contabilizados pela fundação apenas casos graves one houve a necessidade de internação de pacientes da COVID-19.

Com relação aos óbitos por SRAG, em 2020 foram registrados 3.885 óbitos, enquanto que, em 2019, ocorreram 131 óbitos, o que representa um aumento de 2.866%.

O infectologista e diretor de Assistência Médica da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Antônio Magela, informou que o aumento significativo de casos e mortes registrados entre os anos, se deve à pandemia do novo coronavírus.

“As SRAG abrangem todos os agentes que causam essas doenças. Inclusive, os vírus das gripes e resfriados. O impacto que teve entre os anos, foi justamente o novo coronavírus. Ele entrou neste diagnóstico de SRAG, de maneira definitiva. Ele passa também a ser monitorado pelo sistema de vigilância da gripe e das Síndromes Respiratórias Agudas Graves”, explicou Magela.

De acordo com a FVS-AM, até a semana epidemiológica que teve fim em 13 de junho, dos 9.159 casos de SRAG notificados pela Fundação, 5.283 são de pessoas que foram hospitalizados pelo novo coronavírus no Estado, até o período. Os casos de pessoas hospitalizadas pela Covid-19 que entram nos registros de SRAG, segundo a FVS-AM, representam 57,7% do total registrado.

Aumento anual

Ainda conforme o boletim epidemiológico, em 2019, o número de casos de SRAG aumentou até a Semana Epidemiológica 9, que aconteceu entre os dias 24 de fevereiro e 2 de março. Nesta semana, 195 casos de SRAG foram notificados, e 72 foram confirmados pela Fundação. Esta semana, segundo a Fundação, foi o pico de casos confirmados de Síndromes Respiratórias durante todo o ano de 2019.

Já em 2020, o boletim apresentou que o número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves começou a aumentar a partir da Semana Epidemiológica 2, que aconteceu entre os dias 5 e 11 de janeiro, quando 85 casos de SRAG foram notificados e 19 foram confirmados.

A ascensão de casos de SRAG seguiu até a Semana Epidemiológica 18, entre os dias 26 de abril e 4 de maio, quando 3.014 casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves foram notificados no estado, com a confirmação de 1.018 casos. A partir da semana seguinte, as notificações por SRAG começaram a apresentar diminuição.

Ainda conforme a FVS-AM, mesmo com a epidemia vivida no estado em 2019, o número de casos de SRAG notificados semanalmente já haviam ultrapassado o índice registrado no mesmo período de 2019, desde a Semana Epidemiológica 12.

Síndromes Respiratórias Agudas Graves

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma síndrome respiratória infecciosa que pode levar a complicações clínicas e internações hospitalares. A maioria das infecções por SRAG é de etiologia viral, dentre eles, Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Adenovírus, Parainfluenza, Coronavírus e Metapneumovírus.

Estas infecções geralmente estão associadas aos períodos sazonais que variam de acordo as regiões, em temperatura e umidade. No Amazonas, o período sazonal com maior incidência de casos de doenças provocadas por vírus respiratórios ocorre no período chuvoso, correspondendo aos meses de novembro a maio (inverno amazônico).

*com informações de G1 AM
JORNALISMO AO VIVO VERTICAL
você pode gostar também