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Amazonas registrou 97 mortes por afogamentos em 2019

Para o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), nos momentos de lazer, seguir medidas de prevenção pode ser decisivo.

Praias, piscinas e flutuantes são opções comuns de lazer para quem mora ou visita o Amazonas. Mas medidas de prevenção são imprescindíveis para evitar eventuais incidentes. No ano passado, o Instituto Médico Legal (IML) registrou 97 mortes por afogamento no estado.

Para o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), nos momentos de lazer, seguir essas medidas de prevenção pode ser decisivo. Conforme o cabo do CBMAM, Ronaldo Batany, do Pelotão Fluvial do Corpo de Bombeiros, o trabalho desenvolvido na praia da Ponta Negra, zona centro-oeste, um dos principais cartões postais da cidade, é voltado totalmente para prevenção de afogamentos.

“A todo momento, a gente passa perto dos banhistas orientando sobre como agir aqui, principalmente as pessoas que trazem suas famílias, as crianças, para que fiquem de olho nos seus filhos e, que, principalmente, tomem banho nas áreas onde há guarda-vidas”.

Atenção às placas

Chegando aos locais, é necessário ficar atento às placas de sinalização. Nelas, os banhistas poderão conhecer os sinais de riscos. “Aqui na Ponta Negra também tem várias placas de sinalização, dizendo o que pode ou o que não pode, e o horário de funcionamento da praia. Aqui, o Corpo de Bombeiros está a partir das 7h30, e encerra às 17h. Então, a gente pede que as pessoas respeitem e tomem o devido cuidado”.

Conscientização 

Além desses cuidados, um ponto preocupante, segundo o cabo, é quando os banhistas ultrapassam a delimitação imposta dentro do rio. Ele destaca, ainda, que isso ocorre com frequência na Praia da Ponta Negra.

“A bola ultrapassa a margem de segurança, e os banhistas vão atrás. Quando eles se tocam que não tem mais como pegar a bola, olham para trás, e vem o desespero ou uma câimbra. Mas nesses casos, o bombeiro já está de olho nesse banhista, já está vendo como ele nada e vai, na sequência, atrás desse banhista”.

Prevenção ao prestar socorro

Batany explica que, nos casos de clubes e flutuantes que não possuem a presença do Corpo de Bombeiros, e o banhista está se afogando, é possível que alguém que saiba nadar ajude. Entretanto, precisa-se de cuidados para que a pessoa também não se afogue.

“O ideal, na verdade, seria ter uma boia por perto. Podem ser garrafas pets, aqueles macarrãozinhos de piscina, se tiver por perto, uma outra pessoa para acompanhar, para ser uma força a mais. É o que pode ser feito para quem não tem as técnicas que o Corpo de Bombeiros utiliza”, enfatizou.

Confira algumas dicas do Corpo de Bombeiros:

• Nade sempre perto de um posto de guarda-vidas
• Máxima atenção para as placas de sinalização
• Pergunte ao guarda-vidas o melhor local para o banho
• Não superestime sua capacidade de nadar (47% dos afogados acham que sabem nadar)
• Tenha sempre atenção com as crianças
• Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes do banho de rio
• Se você presenciar um afogamento, chame os Guarda-Vidas; ligue 193, ou lance algum objeto flutuante para a vítima e jamais tente nadar para salvá-la.

*Por assessoria
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