Alvorada Parintins

Comunicadores da Sateré Ty participam de curso de locução e radiojornalismo

Foram seis dias de trocas de experiências e de orientação sobre o uso do rádio como meio de comunicação para formar e informar a comunidade.

Visando o aprimoramento da comunicação indígena e da grade de programação, os comunicadores da Rádio Comunitária Sateré Ty FM 87,9, na Terra Indígena Sateré Mawé, participaram, na semana passada, de um curso sobre técnicas de locução e práticas do jornalismo.

O jornalista Carlos Alexandre Rodrigues Ferreira, do portal CNA-7 (Central de Notícias da Amazônia), aceitou o convite de padre Henrique Uggé, missionário do Pime (Pontifício Instituto das Missões Exteriores), para ser o responsável do curso que ocorreu na Escola Indígena São Pedro (EISP), de 04 a 09 de janeiro.

Foram seis dias de trocas de experiências e de orientação sobre o uso do rádio como meio de comunicação para formar e informar a comunidade, ressaltou Carlos Alexandre, que destacou os objetivos do curso.

“Passar algumas orientações para que os colaboradores da rádio, que são indígenas do povo Sateré-Mawé, pudessem conhecer um pouco das técnicas, do procedimento, dos gêneros do rádio, dos gêneros jornalísticos para que eles pudessem montar a programação durante esse mês de janeiro.”, disse.

A capacitação contou com aulas teóricas e práticas que possibilitaram ao jornalista Carlos Alexandre perceber a capacidade que os colaboradores têm em produzir os programas de rádio.

No primeiro dia foram mostradas um pouco sobre a história do rádio pelo mundo e no Brasil. E o papel atuante das emissoras no município de Parintins também fizeram parte do curso.

Nos demais dias, a capacitação contou com atividades bastante intensas, isto é, teórica e prática, assim afirmou Alexandre. “A gente informava, repassava a orientação de como funcionavam determinadas técnicas e depois a gente ia para a prática. A gente produziu um programa de rádio apresentado por eles, um programa de variedades, depois cada um fez um exercício relacionado aos gêneros radiofônicos”.

Os locutores indígenas, também, tiveram a oportunidade de vivenciarem o ritmo de jornal de rádio. Eles produziram as reportagens, as notas, o roteiro e apresentaram ao vivo na Rádio Sateré Ty. “Claro que é o primeiro contato deles, então, a leitura acabou sendo nervosa no primeiro momento, mas depois eles conseguem desenvolver a leitura e transmitir a informação, e isso é muito importante. Foi muito proveitoso”, avaliou o jornalista.

No final do curso foi realizada uma mesa redonda onde todos conversaram e debateram assuntos diversos. Alexandre avaliou como positivo a interação e participação de todos.

Após o curso, padre Henrique Uggé realizou uma reunião onde todos puderam apresentar os seus projetos e propostas para já começar a definir a grade de programação da Rádio Sateré Ty.

Carlos Alexandre expressou a sua satisfação e impressão sobre a rádio recém inaugurada e animação dos locutores.

“Foi um momento muito bacana, que a ente avalia de forma muito positiva o trabalho realizado. aproveito para agradecer padre Henrique Uggé que é o idealizador da rádio Sateré Ty que tem ainda muitos projetos. E o legal que durante a desenvolvimento e a contribuição deles na montagem do cronograma da rádio eles já falaram das possibilidades de programas educativos-culturais voltados para aquela região. O mais lindo da rádio Sateré é que a emissora e seus colaboradores irão todos se comunicar na língua materna, o Sateré Mawé. Então, quando a gente ver que eles saem para levar esse conhecimento para outros indígenas já pensando em contribuir montando com os seus programas, fazendo entrevistas, enfim, sendo porta-voz da comunidade indígena.”.

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