Alvorada Parintins

Cresce número de detentos em programas de ressocialização no AM

Em 2019, apenados em programas para remição da pena pelo trabalho, estudo ou leitura aumentou para 1,1 mil

O sistema prisional registrou um avanço significativo no número de adeptos nos programas de ressocialização em 2019. Dados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) mostram a evolução no total de reeducandos ao longo do ano, que saiu de 20 (em 2018) para cerca de 1,1 mil participantes em doze meses.

A quantidade equivale ao número de internos que fazem remição da pena pelo trabalho, estudo e/ou leitura. No início de 2019, a atual gestão da Seap criou os projetos “Trabalhando a Liberdade” e o “Conhecimento que Liberta”, visando estimular a ressocialização da massa carcerária e reinseri-los à sociedade.

Em 2019, a educação de Pessoas Privadas de Liberdade (PPL´s) registrou um saldo de 580 inscritos, 209 alunos mais do que no ano anterior. A metodologia de ensino empregada é de Educação de Jovens e Adultos (EJA), desde a alfabetização até o Ensino Médio.

O aumento do interesse pelos estudos também foi percebido no número de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja). A quantidade de participantes em 2019 superou os dois exames realizados em anos anteriores.

Guilherme*, 45, é interno do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) desde 2015. Há dois anos, ele estuda à distância o Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial. Oportunidade conseguida após o reeducando participar do projeto de Remição pela Leitura e fazer a prova do Enem/PPL, onde alcançou nota para a vaga.

Motivado pelo aprendizado, Guilherme* deseja ajudar outros fora da prisão. “Meus planos para quando sair daqui é trabalhar com inclusão social, e mostrar através da minha realidade vivenciada outro caminho que possa evitar que mais jovens venham adentrar no mundo do crime”, refletiu.

Capacitação

A Seap promoveu diversos cursos profissionalizantes para apenados do regime fechado e egressos do sistema prisional. Além de aprenderem uma nova profissão, os internos têm a chance de colocar em prática os ensinamentos adquiridos em salas de aula, realizando diferentes atividades dentro dos presídios.

Entre as principais, estão: limpeza, elétrica, pintura, agrícola, roçagem, padeiro e manutenção de ar-condicionado. “Todos recebem a capacitação necessária para a realização das atividades. Nós esperamos que os cursos sirvam de estímulo para começarem uma nova vida fora do cárcere”, afirmou o secretário da Seap, coronel Vinícius Almeida.

*Nome fictício

Com informações de assessoria
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