Alvorada Parintins

Livro ‘Festival da Canção de Parintins’ será lançado no Bumbódromo

Obra de Hiana Magalhães, projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc, será lançada neste sábado (31).

A historiadora e mestre em História Social, Hiana Magalhães, lança neste sábado (31/07), às 10h, o livro “O Festival da Canção de Parintins – por meio das narrativas dos compositores”. O evento, que inicialmente estava marcado para maio, será realizada no Centro Cultural de Parintins – Bumbódromo (Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro – Unidade Parintins), adotando os protocolos de segurança contra a Covid-19.

O livro é um projeto contemplado pelo Prêmio Encontro das Artes, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, como parte das ações da Lei Aldir Blanc no Estado.

A obra, que nasceu de uma dissertação, é norteada pela História Oral e traz uma importante contribuição para o avivamento de um acontecimento, esquecido da histórica Ilha de Tupinambarana – O Festival da Canção de Parintins, que teve vida curta, mas que marcou profundamente os artistas da época e pontuou o direcionamento para a música feita em Parintins, que circula pelo mundo.

Hiana Magalhães explicou que o tema tem como proposta perceber a importância desses festivais de música na cidade de Parintins/interior Amazônico, por meio das narrativas destes compositores e como eles contam suas experiências, e, ao mesmo tempo, qual a avaliação que eles fazem sobre a importância do Festival para a comunidade parintinense.

A autora ressalta no livro quais as principais reivindicações dos narradores e quais os significados que atribuem a sua participação na produção cultural regional e na cena cultural do Norte do país, percebendo as relações entre memórias construídas, identidades defendidas por estes narradores que são os próprios compositores nas entrevistas e em suas canções. Traz ainda a cena musical da MPB dos anos, 1970 e 1980, como uma forte influência na construção artística dos compositores entrevistados.

“Percebemos que as canções produzidas nesse contexto por estes compositores marcaram não somente o início de suas carreiras como são representações de uma identidade musical original”, relatou Hiana.

O Festival

Parintins, na década de 80, já era reconhecida pelo Festival Folclórico dos Bois-Bumbás Garantido e Caprichoso, sempre vista como “a festa maior” no município, dispondo de recursos financeiros vindos do Governo do Estado. Percebendo que o contexto da época, os incentivos à cultura dependiam desse vínculo com a política tradicional e seus representantes, que favoreciam as manifestações artísticas antigas e consolidadas aos grupos políticos dominantes da cidade.

Concomitante aos grandes festivais de música brasileira e ao Festival Folclórico dos Bois-Bumbás que representam o elo entre tradição e vanguarda, surgiu o ‘Festival da Canção de Parintins’ (Fecap), organizado com a intenção de alavancar o cenário cultural parintinense, o que proporcionou ambiência na cidade e efervescência crítica e política aos artistas que participaram, imprimindo inovação nas suas produções musicais.

Na obra, as fontes orais utilizadas são dos compositores Fred Góes, José Carlos Portilho, Inaldo Medeiros, Tony Medeiros e Paulinho Dú Sagrado, e de Erivaldo Maia que na época foi um dos produtores Executivos do Fecap, junto com o Jornalista Nelson Brilhante. “Estas fontes orais, constituídas por meio das narrativas, que são o grande aparato da dissertação, agora transformada em livro”, explicou a autora.

“Agradeço imensamente aos meus colaboradores e gostaria de dedicar este lançamento, in memorian, ao compositor José Carlos Portilho, recentemente falecido por Covid”, disse a autora.

Sobre a autora

Hiana Rodrigues da Silva Magalhães nasceu em Parintins, estudou no ensino público no colégio Araújo Filho, Brandão de Amorim, Senador Álvaro Maia, e Colégio Nossa Senhora do Carmo, no curso de magistério. No ensino Superior, cursou na Universidade Estadual do Amazonas-CESP/Parintins, Licenciatura em História, no ano de 2010. Em Manaus pela Ufam/No programa de pós-graduação PPGH cursou Mestrado em História Social. Entre 2017 e 2019.

*Por assessoria

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