Alvorada Parintins

Morre Dom Sergio Castriani, arcebispo emérito de Manaus

A Arquidiocese de Manaus, por meio de nota, comunica o falecimento do arcebispo emérito dom Sérgio Castriani, 66, ocorrido desta quarta-feira (03).

O religioso havia sido internado no dia 26 de fevereiro em estado grave devido a uma infecção urinária. 

Conduzido para o hospital Samel, dom Sérgio foi submetido a exames e foi constatado uma infecção urinária elevada.

No sábado, 27 de fevereiro, sofreu um infarto no miocárdio, sendo levado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

No domingo, 28, houve a necessidade de realizar hemodiálise . Dom Sérgio Castriani sofria de mal de Parkinson. Com isso ele deixou o comando da Arquidiocese de Manaus em 2019.

O arcebispo foi acometido pela Covid-19 há três semanas, mas vinha respondendo bem ao tratamento.

Dom Sérgio Castriani foi o primeiro bispo a ser convidado por dom Giuliano Frigeni para ser pregador nos exercícios espirituais na Diocese de Parintins em 2000.

Para dom Giuliano, o arcebispo Castriani é  “exemplo de um missionário dedicadíssimo. Defendeu a Amazônia, não somente como floresta, mas com os povos, sobretudo lá em Tefé, onde ficou como bispo auxiliar.”

Dom Giuliano contou que conheceu dom Sergio por ocasião de uma visita realizada na prelazia de Tefé. 

O governador do Amazonas, Wilson Lima, lamentou a morte do arcebispo. Para ele, Castriani era alguém muito preocupado com as questões sociais e ambientais. “Sempre esteve presente nos debates sobre a Amazônia, representando a Igreja. Vamos sentir muito a sua falta”, comentou.

 

Biografia

Dom Sérgio nasceu em Regente Feijó, em São Paulo, aos 31 de maio de 1954. Foi formado na Congregação do Espírito Santo, tendo seus primeiros votos religiosos ocorridos no dia 2 de fevereiro de 1975 e ordenou-se padre em 1978, na cidade de São Paulo (SP).

Como padre, seu primeiro trabalho foi realizado na cidade de Feijó, no Estado do Acre, em 1979, na diocese de Cruzeiro do Sul. Depois foi diretor da casa de formação dos estudantes de Filosofia de sua congregação religiosa em São Paulo, na Vila Mangalot. Foi ecônomo da casa provincial em São Paulo e conselheiro geral de sua congregação, por 6 anos, época em que viveu em Roma, na Casa Generalícia.

Foi conselheiro geral da Congregação do Espírito Santo e como padre dedicou-se, com destaque, como assessor da Pastoral da Juventude. Nomeado bispo coadjuntor por João Paulo II, em 1998, para a Prelazia de Tefé e em 2000 tornou-se bispo titular.

Em maio de 2007, foi delegado pela CNBB, na Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em Aparecida.

No dia 12 de dezembro de 2012 foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Manaus e empossado no dia 23 de fevereiro de 2013, em uma missa realizada na Igreja da Matriz – Nossa Senhora da Conceição. Recebeu o pálio, das mãos do Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, em 29 de junho de 2013.

Em razão das limitações físicas causadas pelo Mal de Parkinson, teve seu pedido de renúncia aceito no dia 27 de novembro de 2019 e tornou-se arcebispo emérito da Arquidiocese de Manaus.

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