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Projeto 'PalhAfro – Oficina de Palhaçaria Antirracista' encerra atividades em Parintins

Projeto 'PalhAfro – Oficina de Palhaçaria Antirracista' encerra atividades em Parintins
Foto: Divulgação

O Projeto “PalhAfro – Oficina de Palhaçaria Antirracista”, contemplado pela Lei Paulo Gustavo no edital Povo Negro do Governo do Estado do Amazonas, por meio do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), chega ao fim nesta semana com encontros de encerramento em Parintins (AM).

As atividades iniciaram em abril de 2024, quando foram realizadas oficinas de palhaçaria com crianças e adolescentes no município de Barreirinha, no Quilombo de Santa Tereza do Matupiri, o maior do Rio Andirá.

Em 2025, o projeto seguiu com oficinas voltadas para estudantes universitários da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), através do projeto de extensão PRODAGIN, além de acadêmicos do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

No mês de agosto de 2025, as ações chegaram às escolas municipais de Parintins. Na Escola Luz do Saber, foram envolvidas turmas do 6º, 7º e 8º ano do ensino fundamental. Já na Escola Beatriz Maranhão, as oficinas reuniram estudantes e o grupo de capoeira Amantes da Liberdade.

Ao longo de sua trajetória, o projeto envolveu mais de 300 pessoas, entre estudantes e comunidades tradicionais, utilizando a linguagem circense através da figura do palhaço para valorizar saberes ancestrais e promover uma educação antirracista.

O encerramento acontece neste sábado, 30 de agosto, à partir das 9h com oficina voltada à comunidade do assentamento da Vila Amazônia, distrito de Parintins.

Segundo o proponente do projeto, Orlan Bertrand, a iniciativa cumpre um papel essencial no fortalecimento da identidade cultural: “O PalhAfro nasceu para mostrar que a palhaçaria também é um espaço de resistência e valorização da ancestralidade afro-brasileira. Nosso objetivo é que cada criança, jovem ou adulto que participou leve consigo não apenas a alegria do circo, mas também a consciência do combate ao racismo e a valorização de nossas raízes".